Explorando Percursos em Educação

Monday, December 11, 2006

Trabalho de conclusão da disciplina... Tharan!!!

TV E EDUCAÇÃO: OS ESTEREÓTIPOS E A FORMAÇÃO DA CRIANÇA



Universidade federal da Bahia

Faculdade de Educação

Joelma Gonçalves Gouveia



Resumo: Este trabalho articulou diferentes contribuições de autores referentes ao tema com o objetivo de analisar a produção de estereótipos pela televisão e seu impacto sobre o desenvolvimento dos indivíduos, em especial da criança. A importância deste estudo se dá na investigação de estratégias de sedução e manipulação da TV, o que a permite criar modelos e representações da realidade de forma eficiente.



Palavras-chave: Televisão - estereótipos- formação


A influência da televisão na vida das pessoas, especificamente nas crianças interfere de modo bastante significativo no seu modo de perceber o mundo e na formação de seu caráter. Com a popularização deste meio de comunicação, um número cada vez maior de pessoas passou a consultar a TV para satisfação de desejos ou necessidades pessoais, emocionais, psicológicas ou sociais.

Tornou-se cena comum sentar diante da televisão e assistir / assimilar modos de vestir, de comer, de ação e reação dos personagens de telenovelas e programações gerais; de se auto-realizar na vivência de emoções alheias; de procurar conhecer lugares diferentes, costumes diferentes e até mesmo, reproduzir comportamentos inusitados. Estabeleceu-se com a televisão um vínculo afetivo, o que facilitou a ampliação e afirmação do seu poder e influência. Este por sua vez é garantido através de programações dotadas de técnicas e recursos que de modo eficiente mexem com o imaginário e a emoção dos telespectadores. A exemplo disso têm-se crianças que, apesar de ser caracterizada por uma constante dinâmica de ação, são capazes de permanecer várias horas sentadas diante de uma determinada programação.

A linguagem da televisão justifica essa compenetração tanto por parte da criança quanto por de outras pessoas. Ela é marcada pela imponência do aspecto visual, dos aspectos sonoros e pela justaposição de todos os seus elementos em movimento. Lages ao citar Moran (2002) discute dobre a capacidade que a linguagem da televisão tem em mexer com os sentimentos e sensações das pessoas através dos “recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente”. Nesse sentido, ao passo que a televisão seduz e entretém o telespectador, ela vai direcionando-o para a não diferenciação entre a fantasia e a realidade presente.

Outro detalhe importante é considerar que o maior ou menor entendimento da linguagem da TV interfere diretamente no nível de interação das pessoas com as programações, implicando em outros caminhos no seu desenvolvimento cognitivo. Conforme GREENFIELD (1998)
"O domínio da linguagem televisiva, alcançando em através de exposição à televisão, e em parte pelo desenvolvimento da criança, torna possível o uso da televisão para lhe transmitir conhecimentos e habilidades cognitivas. O paralelo com a palavra escrita é patente: a aquisição de habilidades básicas da linguagem possibilita à criança utilizá-la para transmitir informações e idéias. Existe uma diferença, contudo: As crianças precisam ser ensinadas a ler e a escrever, mas aprendem a linguagem televisiva sozinhas, simplesmente assistindo à televisão". ( GREENFIELD, 1988, pg.28)
Pensar na aceitabilidade desmedida que a televisão tem na sociedade sugere a investigação das causas desse fenômeno. Apesar da capacidade sedutora da sua linguagem e dos fatores econômicos para aquisição do aparelho serem em parte esclarecedores, há explicações mais amplas, algumas das quais tocam o sentido inconsciente da sua utilização. Nessa perspectiva, a afirmação de Rezende (1993) sobre o indivíduo frente à produção televisiva destaca que
"A repressão, a insegurança, e a competição gerada, por uma sociedade de consumo e a conseqüente massificação do indivíduo criam anseios. Se estes anseios não podem ser satisfeitos no convívio social, se os espaços reais produzem sofrimentos, se o indivíduo é impotente para superar dificuldades, ele pode encarnar o super-herói e, através dele, realizar suas evasões e catarses".(REZENDE,1993)


Os telespectadores da modernidade em face do poderio do sistema capitalista e da constante carência psicológica, emotiva, social, econômica que ele produz, desenvolvem, portanto a "habilidade" de incorporar os modelos produzidos pela "indústria cultural" (REZENDE, 1993, pg. 35) em especial, pela televisão. Esse feito decorre da eficiência da TV em trabalhar o pensamento primário do indivíduo. Este tipo de pensamento diz respeito a principal “porta de entrada" das experiências dos homens, a saber, a emoção, desejos, entre outros. Este tipo de pensamento funciona por associação livre, nesse caso, por contigüidade ou por semelhança, o que difere das argumentações racionais que caracterizam o pensamento secundário.

M.H.Erdelyi segundo Ferrés(1998) caracteriza o pensamento primário da seguinte maneira:
"É tosco e primitivo; não é lógico; não existe a negação nem a contradição; coexistem simultaneamente pensamento e impulsos opostos; não se dá o conceito de tempo linear; não há moralidade; não há benefício de experiência; não há dúvida; fantasia e realidades não se distinguem; não discrimina; emprega as representações por imagens (e não a abstrata)" . (M.H.ERDELYI apud FERRÉS,1998, pg.44).
Em vista disso, assevera-se a eficiência da socialização promovida pelo pensamento primário, já que de associação em associação, ou seja, na "associação de acontecimentos, pessoas, instituições e valores com estímulos agradáveis ou desagradáveis, para além de toda a lógica racional" ( FERRÉS, 1998) ela permite significar a realidade de maneira arbitrária. A conseqüência é que esse processo se torna a base do caráter dos indivíduos.

Nessa perspectiva, a TV, usando mecanismos associativos que exploram profundamente cada aspecto do pensamento primário, cria e reafirma modelos para que seus admiradores os sigam. Trata-se dos estereótipos, ou representações sociais rígidas que, de modo pré-concebido são institucionalizadas e disseminadas como sendo naturais. Na verdade eles fazem parte das estratégias de reprodução da realidade segundo a concepção hegemônica da sociedade capitalista.
FERRÉS (1998) tendo em vista a natureza do estereótipo afirma que
“ A base da rigidez e da reiteração, os estereótipos acabam parecendo naturais; o seu objetivo é na realidade, que não pareçam formas de discurso e sim formas de realidade” (FERRÉS. 1998, pg135).
Esses modelos tendem a reduzir a realidade complexa a algo simples, uma vez que tomam uma dimensão isolada do objeto, normalmente a parte negativa, transferindo-a para o todo. A exemplo disso tem-se o estereótipo não tão difícil de ser encontrado sobre a figura do negro nas programações de televisão. Na maioria das vezes os negros assumem uma postura subalterna (empregadas domésticas, escravos, entre outros). Poucas são as vezes que pessoas negras representam papéis de importância, ou não estão condicionados a situação de miséria e pobreza. Assim, é possível fazer referência a Ferrés quando mostra que “o aspecto negativo da cor da pele é transferido para a pessoa como um todo, para a raça inteira. A racionalidade é anulada”. (FERRÉS, 1998, pg. 136). Tem-se caminhando juntos no desenvolvimento do indivíduo, portanto, a anulação da realidade e a afirmação, sutil ou explícita, de estereótipos e mais estereótipos por parte da televisão.

Por outro lado, ocorre também a supervalorização de determinados atributos, comportamentos, estilos, valores, entre outros que acabam estabelecendo padrões a serem severamente seguidos. São exemplos os critérios de beleza, algumas profissões, nacionalidades, sexos, idades, maneiras de se comportar, religiões, e outros.Aqueles que não se encaixam nessas formas sofrem o estigma da não aceitação tanto por parte da sociedade, quanto do indivíduo para com ele mesmo. As implicações dessa exclusão vão de simples consequências, como baixo estima ou mau humor, até impactos mais graves, como a depressão profunda e comportamentos anti-sociais.

Além disso, a televisão pode atuar para além do reforço dos estereótipos, com a criação e destruição destes. Em um determinado instante cria-se uma necessidade ou formas típicas de reprodução, que é desfeita pelas circunstâncias de um novo momento. Esse processo pode acontecer em intervalos de tempo muito curto, levando as pessoas a se perderem na tentativa de seguí-los, o que as distanciam do que nem elas mesmas reconhecem com propriedade: seu próprio eu.

As conseqüências da interpretação cômoda da realidade que no fundo é ameaçadora é fruto da simplificação máxima das questões que perpassam a realidade das pessoas. Nisso os estereótipos agem com bastante eficiência, já que se baseiam na “socialização de mecanismos de caráter emotivo, inconsciente”, aproveitando “algumas necessidades do tipo primário para exercer uma influência ideológica” (FERRÉS, 1998).

Entre a ativação das emoções mais “elementares” (FERRÉS, 1998) e o uso de potentes armas de sedução se encontra a criança, que é, diga-se de passagem, dirigida em todo o seu desenvolvimento pelo pensamento primário. E frente a estas circunstâncias, ela se percebe, assimila o mundo e finca (ou quase todas) colunas essenciais de sua maturação no que lhes é apresentado e omitido pelas programações da TV.

Conforme Lages, a televisão reproduz narrativas televisivas como situações reais, sem discutir as intenções que direcionam cada uma delas. Elas encaram as crianças em especial como objetos que podem ser levados por qualquer “maré” e por isso intensificam um trabalho mental de assimilação desmedida dos conteúdos que existem para ser assimilado, e a negação dos conteúdos que devem ser descartados. Lages cita Guareschi (1998),o qual afirma o seguinte sobre essa questão:

"(...) a TV não problematiza, mas dá as respostas definitivas. Não ajuda a criar, mas dá coisas feitas. O mundo da criança, os valores, as cosmovisões reduzem-se a imaginações não a símbolos. A TV se coloca diante da criança como objeto total, que nunca se ausenta, não frustra, não abandona; capaz de fazer cessar tensões internas, capaz de fazer a criança esquecer seus desejos. Torna-se um sem lacunas nem silêncios, não permite a dúvida e nem a angústia. Um objeto de produção contínua de presença e discurso". (GUARESCHI Apud GUARESCHI, 1998, p. 90)
As crianças desprovidas de criteriosa habilidade de análise racional acabam construindo uma concepção alheia de mundo, que em muitas ocasiões se contrasta com a sua realidade de fato. Isso acontece ao passo que experienciam imagens, sons, perfis de personagens, modelos de comportamentos, de roupas, de valores, nas emoções socialmente, e porque não, televisionalmente valorizados, correndo o risco de se tornarem peças deslocadas de um grande quebra-cabeça. Explorando e exemplificando mais essa questão, observa-se que a televisão em alguns países apresenta aos seus cidadãos, e focalize-se a criança, formas de encarar o mundo divergente dos seus valores culturais ou sociais. GREENFIELD (1988) frente a este aspecto, sugere um acompanhamento do que a criança assimila.

"Em muitos países, a questão pode ser a importação de uma realidade social alienígena, advinda da compra de programas norte-americanos ou britânicos. A fim de lidar com algumas destas situações, é importante saber como as crianças interpretam e usam as mensagens sociais exibidas pela televisão". (GREENFIELD, 1998, pg. 41).
A tendência ao pensamento binário da criança, ou seja, sua tendência a identificar as pessoas segundo dualidades simples como boas ou más, ricas ou pobres, garante a eficácia dos estereótipos. Uma vez facilitando-lhes a interpretação da realidade segundo os interesses hegemônicos, esses modelos levam a criança a reproduzir os personagens totalmente positivos e a atribuir sentimentos hostis a personagens, ou qualquer outra faceta carregada de teor negativo.

Deste modo, elas crescem e se formam adultos que dificilmente verão e se comportarão de outra maneira senão aquela registrada em seu processo de formação enquanto criança. Não se trata, todavia, da impossibilidade em agir em sentido oposto ao que aprendeu, mas a uma disposição natural destes indivíduos em transmitir os estereótipos e visões de mundo compactamente incorporadas. Esses indivíduos vivem, em vista disto, toda a sua vida em função do que a televisão e as demais "indústrias de cultura" lhes oferecem, intervindo diretamente no desenvolvimento de outras pessoas e na constituição do tecido social.

Essa situação se agrava quando a família ou a escola não acompanha os conteúdos das programações preferidas das crianças e/ou são parcial ou totalmente ausentes na sua formação. De certas forma, eles contribuem para que estas crianças reproduzam “verdades absolutas” em função da sua dificuldade e fragilidade em desconstruir discursos alheios. Nesse sentido, as crianças acabam por dispensar, intencionalmente ou não, a racionalidade do pensamento secundário em lugar da magia e sedução da TV em explorar suas emoções. Tornam-se, portanto, adultos debilitados em perceber as relações de poder que perpassam a existência humana, ao passo que a televisão cumpre seu papel de modeladora de caráter, de ditadora de comportamentos pré-estabelecidos e de princípios e valores a serem seguidos. A televisão constitui-se então, ao mesmo tempo, em “sala de aula sem muros e moderno templo, no qual, de maneira inconsciente, o indivíduo vai internalizando os princípios e valores que darão sentido à sua existência.” (FERRÉS, 1998, pg.273).



Referências Bibliográficas



FEERÉS, Joan.
Televisão subliminar: socializando através de comunicações despercebidas. Trad. Ernani Rosa e Beatriz A. Neves. Portos Alegre: Artemed,1998.287p.

GREENFIELD,Patrícia Marks.O desenvolvimento do raciocínio lógico na era da eletrônica: os efeitos da TV, computadores e videogames. Tradução por Cecília Bonamine. São Paulo: Summus, 1988.

GUARESCHI, Pedrinho A. O meio comunicativo e seu conteúdo. In: PACHECO, Elza Dias (org.). Televisão, criança, imaginário e educação: desafios e dilemas. Campinas: Papirus, 1998. p.83-92.

LAGES, Michele Costa de Brito. Disponível em:<
http://michellelages.zip.net/index.html>>. Acesso em 28 nov. 2006
MORAN, José Manuel. Desafios da televisão e do vídeo à escola. São Paulo. 2002. Disponível em :<>>. Acesso em 28 nov. 2006

Monday, December 04, 2006

Estou quase lá....

Gente eu pensei que não fosse parar de pensar sobre esse artigo
da disciplina da Profª Bonilla. A encontrei nesse instante e comentei com ela
que até nos meus sonhos ela aparecia.. já pensou?!
Nos últimos passos que me encontro, respiro (quase aliviada)
e me preparo para a despedida de um momento
tão delicado durante esse semenstre:
minha constirpação mental! rsrsrrs

Tuesday, November 28, 2006

Me torcendo para parir um artigo...

Pense! Eu nunca escrevi um, aí semanas antes de acabar meu semestre, tenho que fazer logo dois! Hu.... Sufoco hein! Mas tá saindo. Defini meu tema TV E EDUCAÇÃO: OS ESTERIÓTIPOS E A FORMAÇÃO DA CRIANÇA. A profesora e parte da turma ( a qual apresentei o tema gostou). vamos lutar agora pelo produto final ser legal né! Todos torcendo por mim!!!!!!

Thursday, November 23, 2006

Sobre a internet...e a educação

A equipe se esforçou muito pra fazer um bedate bem legal, e alcançaram o objetivo: trouxeram a discussão sobre internet, tecnologias atuias e sua relação com a educação de modo bem dinâmico ( descobrimos um núcleo de atrizes na sala) e diferente ( trouxeram até palestrante... Prof Nelson Pretto pra discorrer sobre Educação a distância). Compreendi como é importante nos envolvemos no e com o que acontece no mundo hoje em dia. Vi que assim como foi rápido e forte o impacto do computador e em especial da internet na vida das pessoas, é intenso o impacto destes meios no cotidiano e nos mínimos detalhes da vida da galera. Um aspecto que me fez refletir bastante no restante do dia foi a concepção desses meios ora como Ferramenta ora como Fundamento. E aprendi que é essa segunda perspectiva capaz de promover libertação, novas formas de pensar, bem como participação efetiva de todos enquanto Sujeitos e não como meros Objetos do sistema no mundo que vivemos.

Meu perfil no orkut...

Alguém que credita na plenitude da vida e a ela se apega. Que é fiel àquilo que dirige os passos, muito embora, aqui neste mundo e em algumas circunstâncias, eu mesma não consiga distinguir os motivos que me conduzem e me seduzem a ser o que sou. Apenas vou sendo. Um alguém que vive o outro, nele procurando me definir e me conhecer da melhor maneira possível.
Alguém que busca dar significados a emoções vistas, presenciadas e imaginadas. Significar pessoas, lugares, melodias, flores, beijos, bombons, lembranças, afim de eternizar todos os trajetos percorridos pelo meu coração. Desejo, e desenvolvendo-me e a cada manhã, me lembrar daquilo que me ajudou e impulsionou a ser/estar onde estou. Sim, reflito. E assim faço mediante imagens de palavras. Minhas preferidas...
Sou quem, completamente desarmada, revela fraquezas para atrair o Doce Espírito Santo (Este, meu amigo, auxiliador e consolador), e am -ores, igos, antes. Eu, que educada para a imagem do Forte, sempre e independente onde quer que esteja, percebi em minha trajetória existencial o quanto é bom ser ínfima e desiludida. Afinal, é aqui que posso atingir patamares nunca outrora permitidos pela ilusão; esta, sempre muito ideal e distaaannte. Vi que força, equilíbrio se encontram exatamente aqui, na capacidade de ser fraca, ser mole, e chorar e cair e clamar. Tudo para ser soerguida pelo Deus especialista na arte do levantamento e do abraço; que me toma nos braços da forma mais carinhosa possível e me conforta, ora com Sua mão, ora com as dos seus anjos celestiais ou terrestres. NEle procuro-me do modo mais real e sobrenatural, sem, no entanto, deixar de ser humana e de admitir os meus muitos e muitos conflitos.
Sou Amiga, Companheira, Serva e Mulher. Mais que tudo, pessoa desejante em viver experiências que confrontem o que até aqui enxergo e entendo, e que, com força, me desafiem a (re) construir um novo Eu-Mundo. A cada dia. Momento. Segundo. Eu que me amando, aprecio a vida, busco amá-la com mais justiça e leveza, e amo aos que a enfeitam como a minha própria alma. Eu que amo a Deus absurda e imensuravelmente. Ele, o meu todo amor. Meu Mestre e Pai:]

Tuesday, November 21, 2006

Nas ondas do Rádio...

Tchi... tchu ... tcxooo ... Não consigo ver as ondas de rádio passando por cima da minha cabeça e nem sei ao certo como se movem. No entanto sou-lhe muito grata por mermitir o som da minha música preferida tocando no meu rádio-relógio antes de dormir. Um ritual necessário e especial de fato. E que se reduzia a um momento gostoso antes de fechar os olhos da consciência. Mas um outro aspecto do rádio ganhou peso em minhas últimas reflexões, que foi conhecer o funcionamento e as repercussões de uma rádio comunitária, como de uma favela por exemplo. Muito ligada à afirmação identitária da localidade, essa rádio acaba sendo uma fonte de manifestações, reivindicações, afirmações e luta de teor cultural, social, político , econômico,e ducacional, até mesmo marginal no seio da comunidade. Isso ficou muito claro para mim depois de assitir fragmentos do filme "Uma onda o ar". Falando nele, quero até assistí-lo por inteiro... onde o encontro?

O mundo dos impressos

São também tecnologias de aprendizagem. Pois quem disse ser apenas o computador ou a televisão os produtos humanos que se encaixam nos critérios de tecnologia?! Voltanto a momentos hsitóricos não tão remoto, observo que os materia que os materiais impressos ou até mesmo os produtos do nanquim foram principais meios de propagação de notícias e informações. Eram portanto tecnologia de seu tempo. Continuam, portanto, sendo-a já que sua identidade não perde-se no decorrer das épocas, muito embora tenha enfraquecido-se e desvalorizada-se frente as tecnologias contemporâneas. Eu penso que sua utilização no nosso mundo é eterna ( tô sendo bem otimista viu... leve-se em consideração o Eterno não como a dominação robótica e escravização dos resquícios da raça humana), do memso modo como são e serão os infindáveis questionamentos a respeito da sua necessidade-finalidade-intenção-resultado no ambiente educacional, especificamente na sala de aula.

Tuesday, November 14, 2006

Sobre a Tv...


Nos preparamos para apresentar à turma o tema: Tv e Educação. A discussão foi muito boa, tanto pela condução da equipe quanto pelas colocações e contribuiççoes da turma. Um debate quente e permitiu que toda ( toooda não porque esntão seria um milagre... digamos que a maior parte) interagisse e se questionasse acerca da "formação" através da televisão, das políticas públicas existentes no país , da sua relação com a educação no tocante à formação docente e dos alunos. O tópico da discussão guiado por mim foi a Mídia X Formação da opinião pública. Embasada na análise que Marilena Chauí faz do papel da mídia, em especial a televisiva, discorri sobre a Deformação que ela ocasiona na mente dos indivíduos quando serve a uma ideologia dominante e elitista. Tomemos como exemplo a Tv Globo que, com seus tentáculos e dominando cerca de 92,9% das televisões brasileiras direciona a população à uma análise pobre e acrítica da realidade. Análise que se embasa nas Verdades absolutas dos formadores de opinião ( ancoras dos jornais e programas de grande audiência) e nos reflexos das novelas fúteis que marcam presença na sala de estar da casa de milhõe sde brasileiros. Discutida essa e outras questões, passamos um filme bastante interessante ao final do seminário. Trata-se de um vídeo produzido por jovens probres da favela do Rio de Janeiro, todos eles participantes de um projeto que é apoiado pelo grupo musical O RAPPA. Eles contaram a partir da perspectiva deles como são encarados so problemas da favela e os impactos da violência ou convivência entre os membros da comunidade. Saí pensando no tema do meu artigo... provavelmente se centrará na análise da televisão sob a ótica da relação de poder que perpassa a sua existência.

Monday, October 23, 2006

Um entendimento amplo sobre Cibercultura

Com a cibercultura, já era aquela hierarquia na relação com o conhecimento. Agora tudo é flexível e possível. A internet é um braço para o mundo, e um sólido conceito sobre atuação crítica chave indispensável para acesso Às informações.