Trabalho de conclusão da disciplina... Tharan!!!
TV E EDUCAÇÃO: OS ESTEREÓTIPOS E A FORMAÇÃO DA CRIANÇA
Universidade federal da Bahia
Faculdade de Educação
Joelma Gonçalves Gouveia
Resumo: Este trabalho articulou diferentes contribuições de autores referentes ao tema com o objetivo de analisar a produção de estereótipos pela televisão e seu impacto sobre o desenvolvimento dos indivíduos, em especial da criança. A importância deste estudo se dá na investigação de estratégias de sedução e manipulação da TV, o que a permite criar modelos e representações da realidade de forma eficiente.
Palavras-chave: Televisão - estereótipos- formação
A influência da televisão na vida das pessoas, especificamente nas crianças interfere de modo bastante significativo no seu modo de perceber o mundo e na formação de seu caráter. Com a popularização deste meio de comunicação, um número cada vez maior de pessoas passou a consultar a TV para satisfação de desejos ou necessidades pessoais, emocionais, psicológicas ou sociais.
Tornou-se cena comum sentar diante da televisão e assistir / assimilar modos de vestir, de comer, de ação e reação dos personagens de telenovelas e programações gerais; de se auto-realizar na vivência de emoções alheias; de procurar conhecer lugares diferentes, costumes diferentes e até mesmo, reproduzir comportamentos inusitados. Estabeleceu-se com a televisão um vínculo afetivo, o que facilitou a ampliação e afirmação do seu poder e influência. Este por sua vez é garantido através de programações dotadas de técnicas e recursos que de modo eficiente mexem com o imaginário e a emoção dos telespectadores. A exemplo disso têm-se crianças que, apesar de ser caracterizada por uma constante dinâmica de ação, são capazes de permanecer várias horas sentadas diante de uma determinada programação.
A linguagem da televisão justifica essa compenetração tanto por parte da criança quanto por de outras pessoas. Ela é marcada pela imponência do aspecto visual, dos aspectos sonoros e pela justaposição de todos os seus elementos em movimento. Lages ao citar Moran (2002) discute dobre a capacidade que a linguagem da televisão tem em mexer com os sentimentos e sensações das pessoas através dos “recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente”. Nesse sentido, ao passo que a televisão seduz e entretém o telespectador, ela vai direcionando-o para a não diferenciação entre a fantasia e a realidade presente.
Outro detalhe importante é considerar que o maior ou menor entendimento da linguagem da TV interfere diretamente no nível de interação das pessoas com as programações, implicando em outros caminhos no seu desenvolvimento cognitivo. Conforme GREENFIELD (1998)
Universidade federal da Bahia
Faculdade de Educação
Joelma Gonçalves Gouveia
Resumo: Este trabalho articulou diferentes contribuições de autores referentes ao tema com o objetivo de analisar a produção de estereótipos pela televisão e seu impacto sobre o desenvolvimento dos indivíduos, em especial da criança. A importância deste estudo se dá na investigação de estratégias de sedução e manipulação da TV, o que a permite criar modelos e representações da realidade de forma eficiente.
Palavras-chave: Televisão - estereótipos- formação
A influência da televisão na vida das pessoas, especificamente nas crianças interfere de modo bastante significativo no seu modo de perceber o mundo e na formação de seu caráter. Com a popularização deste meio de comunicação, um número cada vez maior de pessoas passou a consultar a TV para satisfação de desejos ou necessidades pessoais, emocionais, psicológicas ou sociais.
Tornou-se cena comum sentar diante da televisão e assistir / assimilar modos de vestir, de comer, de ação e reação dos personagens de telenovelas e programações gerais; de se auto-realizar na vivência de emoções alheias; de procurar conhecer lugares diferentes, costumes diferentes e até mesmo, reproduzir comportamentos inusitados. Estabeleceu-se com a televisão um vínculo afetivo, o que facilitou a ampliação e afirmação do seu poder e influência. Este por sua vez é garantido através de programações dotadas de técnicas e recursos que de modo eficiente mexem com o imaginário e a emoção dos telespectadores. A exemplo disso têm-se crianças que, apesar de ser caracterizada por uma constante dinâmica de ação, são capazes de permanecer várias horas sentadas diante de uma determinada programação.
A linguagem da televisão justifica essa compenetração tanto por parte da criança quanto por de outras pessoas. Ela é marcada pela imponência do aspecto visual, dos aspectos sonoros e pela justaposição de todos os seus elementos em movimento. Lages ao citar Moran (2002) discute dobre a capacidade que a linguagem da televisão tem em mexer com os sentimentos e sensações das pessoas através dos “recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente”. Nesse sentido, ao passo que a televisão seduz e entretém o telespectador, ela vai direcionando-o para a não diferenciação entre a fantasia e a realidade presente.
Outro detalhe importante é considerar que o maior ou menor entendimento da linguagem da TV interfere diretamente no nível de interação das pessoas com as programações, implicando em outros caminhos no seu desenvolvimento cognitivo. Conforme GREENFIELD (1998)
"O domínio da linguagem televisiva, alcançando em através de exposição à televisão, e em parte pelo desenvolvimento da criança, torna possível o uso da televisão para lhe transmitir conhecimentos e habilidades cognitivas. O paralelo com a palavra escrita é patente: a aquisição de habilidades básicas da linguagem possibilita à criança utilizá-la para transmitir informações e idéias. Existe uma diferença, contudo: As crianças precisam ser ensinadas a ler e a escrever, mas aprendem a linguagem televisiva sozinhas, simplesmente assistindo à televisão". ( GREENFIELD, 1988, pg.28)
Pensar na aceitabilidade desmedida que a televisão tem na sociedade sugere a investigação das causas desse fenômeno. Apesar da capacidade sedutora da sua linguagem e dos fatores econômicos para aquisição do aparelho serem em parte esclarecedores, há explicações mais amplas, algumas das quais tocam o sentido inconsciente da sua utilização. Nessa perspectiva, a afirmação de Rezende (1993) sobre o indivíduo frente à produção televisiva destaca que
"A repressão, a insegurança, e a competição gerada, por uma sociedade de consumo e a conseqüente massificação do indivíduo criam anseios. Se estes anseios não podem ser satisfeitos no convívio social, se os espaços reais produzem sofrimentos, se o indivíduo é impotente para superar dificuldades, ele pode encarnar o super-herói e, através dele, realizar suas evasões e catarses".(REZENDE,1993)
Os telespectadores da modernidade em face do poderio do sistema capitalista e da constante carência psicológica, emotiva, social, econômica que ele produz, desenvolvem, portanto a "habilidade" de incorporar os modelos produzidos pela "indústria cultural" (REZENDE, 1993, pg. 35) em especial, pela televisão. Esse feito decorre da eficiência da TV em trabalhar o pensamento primário do indivíduo. Este tipo de pensamento diz respeito a principal “porta de entrada" das experiências dos homens, a saber, a emoção, desejos, entre outros. Este tipo de pensamento funciona por associação livre, nesse caso, por contigüidade ou por semelhança, o que difere das argumentações racionais que caracterizam o pensamento secundário.


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